Quinta Stylist I Audrey Hepburn

3 jan 2019

Olá amores, hoje você vai conhecer a biografia dessa grande atriz, Audrey Hepburn, e o motivo dela estar na lista de ícones da moda. 

Audrey Kathleen Hepburn-Ruston (Bruxelas, 4 de maio de 1929 — Tolochenaz, Vaud, 20 de janeiro de 1993). A artista é considerada um ícone de estilo, moda e beleza, e, segundo o American Film Institute, a terceira maior lenda feminina do cinema. Hepburn estrelou diversos filmes, entre eles Breakfast at Tiffany’s (Bonequinha de Luxo) e Roman Holiday, filme que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz. Em 1960 ganhou uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.

 

Os pais de Hepburn se divorciaram quando ela tinha 9 anos. Então, sua mãe enviou-a para um internato na Inglaterra, onde ela se apaixonou pela dança, aprendendo balé. Porém, a tranquilidade acabaria logo, em 1939 com a Segunda Guerra Mundial a Inglaterra declarou guerra à Alemanha. Para sua segurança a mãe de Audrey decidiu levá-la para viver na Holanda. Infelizmente a situação na Holanda foi bem diferente da planejada pela mãe de Audrey, com a invasão nazista, a vida da família foi tomada por uma série de privações. Envolvida com a Resistência, muitos de seus parentes foram mortos vítimas da guerra. Ela participaria de espetáculos clandestinos de balé para angariar fundos e levaria mensagens secretas em suas sapatilhas. Com o fim da Guerra, Hepburn e sua mãe mudaram-se para a Inglaterra, onde ingressou na prestigiada escola de balé Marie Rambert. Porém, sua professora foi categórica: ela era alta demais e não tinha talento suficiente para tornar-se uma bailarina. Desiludida, passou a trabalhar como corista e modelo fotográfica para garantir o sustento da família.

Foi nesse ponto que decidiu investir em outra área: o teatro. Sua estreia foi no documentário Dutch in Seven Lessons, seguido por uma série de pequenos filmes. Em 1952, viajou para a França para a gravação de Montercarlo Baby, e foi vista no saguão do hotel pela escritora Collette. Collette trabalhava com a montagem para a Broadway da peça Gigi, cujo papel-título ainda não tinha intérprete. Encantada com Audrey, decidiu que ela seria a sua Gigi. Pouco tempo após o encontro com Collette, Hepburn participou de uma audição para o filme A Princesa e o Plebeu. Encantado com a atriz, o diretor William Wyler escalou-a para viver a Princesa Ann, dividindo a cena com Gregory Peck. Hollywood amou-a imediatamente e a agraciou com o Oscar de Melhor Atriz.

Em 1953 a peça Sabrina estava sendo montada na Broadway quando os executivos da Paramount Pictures perceberam que sua história era perfeita para ser utilizada no novo filme da nova estrela do estúdio: Audrey Hepburn. O filme foi o maior sucesso do estúdio em 1954 e rendeu à atriz sua segunda indicação ao Oscar. Durante as filmagens, ela se apaixonou por William Holden e começaram a namorar. Após alguns meses, tornaram-se noivos. Hepburn temia ser mãe solteira, e pedia a William que apressasse o casamento, pois já estavam noivos e ela poderia engravidar a qualquer momento, mas a jovem decidiu terminar a relação quando William revelou que ainda era legalmente casado, por mais que estivesse separado, e por mais que mantivessem relações, ele não a engravidaria, já que fez uma vasectomia. Hepburn ficou desolada. Tinha planos de casar, e seu grande sonho era ser mãe.

A peça Ondine foi uma sugestão de Mel Ferrer, por quem ela se apaixonaria durante a temporada na Broadway. Os dois foram apresentados por Gregory Peck em uma festa em 1954. Com poucos meses juntos, decidiram se casar em setembro daquele ano. O filho de Audrey e Mel, Sean, nasceu em 1960. Pela vontade do casal, teriam um filho logo após o matrimônio, mas Audrey não estava conseguindo engravidar. Após diversos tratamentos, chegou a engravidar quatro vezes, mas em todas as gestações sofreu aborto espontâneo. A atriz queria mais do que tudo ser mãe, e por muitos anos sofreu com depressão e ansiedade. Para animar a esposa, Mel sugeria que ela trabalhasse com entusiasmo para esquecer os problemas, já que a jovem amava o que fazia. O filho do casal nasceu quando os médicos recomendaram que ela parasse de tentar engravidar, pois corria riscos de novos abortos, o que arriscaria sua própria vida. Em sua última tentativa, conseguiu dar à luz um menino saudável. Ela e o marido gravaram juntos Guerra e Paz, e ela estrelaria três comédias-românticas (Cinderela em Paris, Amor na Tarde e A Flor que não morreu), um drama (Uma cruz a beira do abismo, que lhe rendeu a terceira indicação ao Oscar e afastou qualquer dúvida sobre seu talento) e um faroeste (O passado não perdoa).

Após um ano e meio de licença-maternidade, voltou a Hollywood para estrelar Bonequinha de Luxo, em um papel que a transformaria em um ícone e pelo qual seria lembrada para sempre. Por viver a acompanhante de luxo Holly Golightly, ela receberia sua quarta indicação ao Oscar. Pouco tempo depois filmou Infâmia, Charada e Quando Paris alucina.

“A beleza de uma mulher não está nas roupas que ela veste, nem no corpo que ela carrega, ou na forma como penteia o cabelo. A beleza de uma mulher deve ser vista nos seus olhos, porque esta é a porta para seu coração, o lugar onde o amor reside.”

Audrey Hepburn

Em seguida gravaria Como roubar um milhão de dólares, Um caminho para dois e Um clarão nas trevas, esse último dirigido por seu esposo em uma falha tentativa de salvar seu casamento. Audrey Hepburn e Mel Ferrer se divorciaram em dezembro de 1968. Nas constantes crises de ciúmes do marido, que queria que ela deixasse a carreira para cuidar da família, fizeram-na sentir-se presa e infeliz. Ela decidiu parar de atuar e passou a viajar com as amigas para se distrair. Numa dessas viagens, apaixonou-se perdidamente por um médico, com quem se casaria. Ele era o psiquiatra italiano Andrea Dotti, mesmo com poucos meses juntos, decidiram oficializar a união. Sem esperar, Audrey foi pega de surpresa com uma nova gestação, ficando muito apreensiva, mas correu tudo bem. Audrey deu à luz o seu segundo filho, Luca, em 1970.

Após descobrir uma traição do marido, ficou muito abalada e saiu de casa com os filhos em 1980. Após longo processo na justiça, por ele se negar a dar o divórcio, querer a guarda do filho e formalizar a partilha dos bens, o processo só foi concluído em 1982, favorável a Audrey, que ficou com a maior parte da fortuna e com a guarda do filho. A atriz decidiu não mais casar-se. Ia se dedicar à carreira e aos filhos, e só se envolveria com alguém por um compromisso sério de namoro, não matrimônio. Nesse período, gravou Muito riso e muito alegria, e no fim das filmagens conheceu Robert Wolders. Tornaram-se namorados e ficaram noivos. Estiveram juntos por nove anos, até a morte de Audrey.

Em 1987 deu início a seu mais importante trabalho: o de Embaixadora da UNICEF. Audrey, tendo sido vítima da guerra, sentiu-se em débito com a organização, pois foi o “United Nations Relief and Rehabitation Administration” (que deu origem à UNICEF) que chegou com comida e suprimentos após o término da Segunda Guerra Mundial, salvando sua vida. Em 1989 faria uma participação especial como um anjo em Além da eternidade. Esse seria seu último filme. Audrey passaria seus últimos anos em incansáveis missões pela Unicef, visitando países, dando palestras e promovendo concertos com causas.

“Escolher o dia. Apreciá-lo ao máximo. O dia como ele vem. As pessoas como elas vêm. O passado, eu acho, me ajudou a apreciar o presente, e eu não quero estragar nada disso por idealizar um futuro.”

Audrey Hepburn

Em 1992 foi diagnosticada com câncer de apêndice, que se espalhou para o cólon intestinal. Iniciou tratamento, mas não resistiu e faleceu no dia 20 de janeiro de 1993, aos 63 anos. Encontra-se sepultada no cemitério de Tolochenaz, Vaud na Suíça.

Além das pérolas, do vestido preto básico, do coque, das luvas pretas, da máscara de dormir com estampa de cílios, devemos agradecer também a Audrey Hepburn pela criação da bolsa Speedy da marca Louis Vuitton.

Ela é a responsável pela criação da versão moderna da bolsa. A atriz adorava o modelo “Express”, mas sentia que precisava de uma bolsa menor e mais prática para o seu dia a dia. Então, fez o pedido pessoalmente a Henri Louis Vuitton, que prontamente atendeu seu desejo e criou a bolsa Speedy em 1965.

Obrigada Audrey, com você aprendi que a elegância vem de dentro!

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