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Fendi

2 ago 2012


Adele Casagrande, fundadora da Casa de Fendi, abriu uma pequena loja de peles e artigos de couro, em Roma, em 1918. Em 1925, Adele casou-se com Edoardo Fendi, e trocou o nome de sua loja para o de seu sobrenome. A Fendi possuía uma longa lista de clientes cativos em 1938. Com o tempo, os negócios continuaram a crescer e cada uma das cinco filhas de Adele ingressaram no negócio da família. Edoardo morreu em 1954, deixando a empresa nas mãos de Adele e suas filhas. Paola assumiu o negócio de peles, Anna concentrou-se em couro, Franca no relacionamento com clientes, Carla passou a ser a coordenadora dos negócios, e Alda assumiu o departamento de vendas. Com cinco ativas e vibrantes mulheres jovens ao leme, A Casa de Fendi começou a subir os degraus da alta costura. 
Em 1965, o designer alemão Karl Lagerfeld juntou-se à Fendi, trazendo o seu apurado senso de moda e conhecimento em design. Lagerfeld criou o logo “FF” invertido, o que acabaria por se tornar um símbolo mundial da marca. Atualmente, Maria Silvia Venturini Fendi, filha de Anna Fendi, é chefe de departamento de estilo. A Casa dos Fendi continua um passo à frente dos outros, com desenhos de ponta e acessórios em destaque. Fendi tem tudo a ver com alta moda e ficção, com criações inovadoras e coleções que nunca deixam de impressionar e surpreender a indústria da moda. Acima de tudo, eles continuam a produzir peles de alta qualidade e luxuosas. 
Embora tenha morrido em 1978 com 81 anos, Adele Fendi criou um império de moda que excedeu todas as suas expectativas. O uso de pele animal por parte da grife, entretanto, vem sendo muito criticado: basta entrar no site oficial da marca para perceber o uso de couros de cobras e peles de ursos, entre outros animais, como vestimentas. Um exemplo do mais recente protesto ocorreu no mês de Julho de 2011 na Coréia do Sul, em que muitos civis rasgaram um animal de mentira e deixaram escorrer sangue falso do mesmo sobre o nome da Fendi.  “A aproximação da aposentadoria das cinco irmãs Fendi gerou um debate sobre o futuro da companhia. Somando filhos e netos, eram 30 acionistas. Então, em 2004, a família decidiu vender a etiqueta para o conglomerado LVMH. Silvia se manteve como diretora criativa, é a única da família na empresa” (Edição impressa da revista Elle de Julho)  

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