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? DIOR

12 jan 2012


Christian Dior (CD) nasceu em Granville, na França, no dia 21 de janeiro de 1905. Em 1935, começou a desenhar croquis para o “Figaro Illustre”, jornal parisiense. Após conseguir vender uma coleção de desenhos de modelos de chapéus, começou a fazer croquis de roupas e acessórios para várias maisons de Paris. Até que em 1938, Dior iniciou sua carreira na alta-costura, como assistente do estilista suíço Robert Piguet. Após voltar da guerra em 1941, foi trabalhar na maison do estilista francês Lucien Lelong, onde conheceu o francês Pierre Balmain. Dior construiu sua própria maison em 1946 com a ajuda financeira do empresário de tecidos, Marcel Boussac. O endereço em Paris é o número 30 da Avenida Montaigne é o mesmo até hoje. Sua primeira coleção foi apresentada em fevereiro de 1947 e causou um verdadeiro estardalhaço entre a imprensa. Carmel Snow, redatora da revista americana “Harper’s Bazaar”, viu os modelos apresentados por Dior, exclamou: “This is a new look!”. Desde então, o nome original da coleção, que era “Ligne Corolle” (Linha Corola), se tornou conhecida como “New Look”. Em sua primeira coleção, Dior mudou o conceito de praticidade e simplicidade das roupas femininas, uma necessidade dos tempos de guerra e uma tendência da moda criada por Chanel.

Após tantos anos de restrições, a mulher necessitava se sentir novamente feminina e ansiava pela elegância e luxo. Dior acertou e criou modelos extremamente femininos vestidos e saias longos, o busto mais acentuado, a cintura bem marcada e as saias amplas. O modelo que se tornou o símbolo do “New Look” foi o tailleur Bar, um casaquinho de seda bege, ombros naturais e ampla saia preta plissada quase na altura dos tornozelos. Luvas, sapatos de saltos altos e chapéu completavam o figurino. Em sua coleção de 1951, o estilo princesa ficou consolidado como sua marca, mas a novidade foi o uso do terno masculino em roupas femininas.

Criou a linha H, em 1954, que era à base de toda a coleção, com modelos que erguiam o busto ao máximo e baixavam a cintura até os quadris, criando à barra central da letra H. A linha Y surgiu em 1955 e mostrava um corpo esguio com a parte superior mais pesada, com golas grandes que se abriam em forma de V e a “Linha A” trouxe vestidos e saias que se abriam a partir do busto ou da cintura para formar os dois lados de um A. Christian Dior morreu em 24 de outubro de 1957 na Itália deixando um verdadeiro império do luxo com 28 ateliês. Para assumir a direção de criação da grife foi escolhido o jovem talento Yves Saint-Laurent que chegou a provocar certa controvérsia por ter criado peças pouco tradicionais como jaquetas de couro preto e vestidos curtos. Em 1960, Saint-Laurent foi convocado para servir na guerra da Argélia e em 1962, já de volta a Paris, abriu sua própria maison. Seu lugar foi ocupado por Marc Bohan, estilista francês experiente. Em 1989, numa tentativa de renovar a marca, o italiano Gianfranco Ferré foi escolhido como o novo nome da CD. Seu estilo de linhas arquitetônicas e corte seco foi sucesso até 1997, ano em que assumiu o inglês John Galliano, atual designer da grife. Desde 1984, a marca CD é controlada pelo grupo LVMH (Môet-Henessy Louis Vuitton), primeira empresa mundial do comércio de luxo, do engenheiro francês Bernardo Arnault, que também é dona dos perfumes “Miss Dior” e “Poison”, ambos da marca CD. No Brasil, a loja Christian Dior, em São Paulo, é a única da América Latina e foi inaugurada em 1999.

.: CURIOSIDADES:.
– Dior foi convocado para a guerra e atuou como soldado do corpo de engenheiros.
– Em 1949, Christian Dior já tinha uma casa de prê-à-porter de luxo em Nova York, o perfume “Miss Dior” – lançado em 1947.

– Referências da marca CD são as estolas, as mangas três quartos, além do conjunto em tons pastéis de cardigã, blusa e saia de crepe. Mais tarde, surgiram echarpes, lenços de seda, luvas, bijuterias e lingeries com a assinatura Christian Dior.

– Mulheres famosas usaram suas criações, como as atrizes Brigitte Bardot e Marlene Dietrich, a cantora Edith Piaf e a princesa Grace de Mônaco.

Se quiser conhecer mais entra no site da
Fonte e Fotos: blog ; blog e revista

? BALENCIAGA

5 jan 2012


Cristóbal Balenciaga nasceu em 1895 na região Basca espanhola. Descoberto aos 12 anos desenhou um vestido para uma marquesa e foi convidado para ser aprendiz de alfaiate em Madri. Aos 52 mesmo tendo clientela fiel em Madri mudou se para Paris. Lá apresentou sua primeira grande coleção criou modelos de festa incríveis, abrigos de chuva impermeáveis e boleros. Em 1940 apresentou o seu primeiro vestido preto, com busto ajustado e quadris marcados por drapeados. Em 1942, as jaquetas largas e as saias evasês compunham a chamada “linha tonneau”. Em 1949, fez mantôs muito largos e, em 1950, vaporosos e retos, além do vestido-balão.

Na década de 50 apresentou lã tingida de amarelo-vivo e cor-de-rosa. Em 1955, criou o vestido-túnica e em 1956 subiu as barras dos vestidos e casacos na frente, deixando-as mais compridas atrás, além do primeiro vestido-saco. Em 1957, apresentou o vestido-camisa. A linha “Império” foi criada em 1959 e veio com a cintura alta para os vestidos e os mantôs em forma de quimonos. Durante os anos 60 criou casacos soltos, amplos, com mangas-morcego. Sua última coleção foi lançada na primavera de 1968 – ano em que se aposentou e fechou sua maison – e mostrou jaquetas largas, saias mais curtas, vestidos-tubo e muitas cores. Balenciaga morreu em 1972 e desde 1997, o francês Nicolas Ghesquière cuida da criação da marca, que foi comprada pela Gucci em julho de 2001. Seu estilo ainda é lembrado pelos grandes botões e pela grande gola afastada do pescoço.

Curiosidades:
– Por ter experiência em alfaiataria não só desenhava seus modelos, mas também cortava, armava e costurava o que não é comum aos estilistas, que em geral apenas desenham suas criações.

– Suas coleções de 1947 e 1948 tiveram inspiração espanhola, com elegantes vestidos e boleros de toureador para a noite.

– Assim como Chanel teve também seu perfume o “Fruites des Heures” em 1948.

– Criou formas e volumes imortais, representados através de vestidos e trajes que lembram flores como a tulipa e a rosa desabrochada com suas pétalas por inúmeros plissados.

– Babado gigante, caimento sinuoso ou bolero ibérico que se vê nas passarelas deve alguma coisa a Balenciaga.

“Não acrescente detalhes inúteis a um vestido. Não coloque uma flor simplesmente porque você tem vontade de fazê-lo, mas para indicar o centro da cintura, o ponto final de um desenho.”
(C.Balenciaga)

Fonte: Revista Veja / Queila Ferraz Monteiro / Georgina O’hara e site da revista Gloss
Fotos: http://studiomodellare.blogspot.com

? Pierre Cardin

17 mar 2011


Toda quinta-feira vou falar sobre a vida de algum estilista. Enfim, o que temos e desejamos são graças aos olhos e criatividade desses mestres.
Antes da biografia vou contar aos fãs de moda que Cardin virá ao Brasil.
É segundo o site da Marie Claire o estilista deve vir no Brasil no mês de abril. Foi confirmada a data da exposição “Pierre Cardin – Criando Moda Revolucionando Costumes”: de 28 de abril a 29 de maio, no Shopping Iguatemi, em São Paulo. Com a curadoria de Denise Mattar, a mostra vai trazer roupas, croquis e fotos, fornecidos pelo acervo da Fundação Pierre Cardin Paris. A programação vai incluir também um desfile inédito de alta costura que será realizado no dia 26 de abril, com a presença do estilista. A organização do evento pretende lançar no Brasil uma versão em inglês do livro “Pierre Cardin: 60 anos de inovação”, originalmente editado pela Assouline.

– Pierre Cardin é italiano naturalizado francês, Pietro Cardini, nasceu em San Biagio Di Callata, próximo à Veneza. Em 1945 chegou a Paris e trabalhou com as estilistas Mme. Paquin e Elsa Schiaparelli e por algum tempo com Christian Dior. Em 1950 começou a criar sua própria moda fazendo ternos masculinos e roupas extravagantes para mulheres. Em 1957 lançou sua primeira coleção feminina, vestidos chemisiers, tipo bolha e casacos com golas amplas e bolsos chapados. Em 1970 diversificou seu negócio com hotéis, restaurantes e inaugurou o Espaço Pierre Cardin, em Paris.

Depois de passar dez anos longe das passarelas e da Semana de Moda de Paris, Cardin voltou a fazer parte do evento em outubro de 2010. O momento era especial porque o estilista estava comemorando 60 anos de sua grife. O estilista fez um desfile com duração de 47 minutos e cerca de 300 looks que misturaram coleções de verão e inverno. Cardin voltou apostar novamente na imagem de “era espacial”, com catsuits (macacões de mangas compridas, fechados com zíper do umbigo até o pescoço), peças em plástico e cores metalizadas, vestidos que vão do tubinho ao assimétrico, blusas e casacos ganharam mangas morcego, óculos de lentes coloridas e chapéus. O retorno às passarelas tem como objetivo aumentar sua popularidade entre os jovens.

Curiosidades::::
– O estilista é membro da Academia de Belas Artes da França.
– O estila não tem orgulho dos licenciamentos. “Infelizmente, meus licenciados produzem peças muito clássicas. Eu queria que eles entendessem minhas criações. Ao invés disso, eles produzem modelos burgueses. Levo meus desenhos originais para eles copiarem, porque este é o propósito da licença. Mas tudo o que vemos são esses velhos ternos para idosos. Fico até envergonhado ao olhar para eles”, lamenta.
– Cardin foi um dos pioneiros na parceria com uma loja de departamentos quando, em 1959, lançou uma coleção para a Printemps.

Fontes: site Marie Claire(http://revistamarieclaire.globo.com/) e Portais da moda (http://www.portaisdamoda.com.br)